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Que motor cirúrgico escolher?

Os motores cirúrgicos são ferramentas utilizadas em cirurgias ósseas, nomeadamente nos casos de fratura do osso em vários fragmentos. Servem para perfurar, serrar, fresar e aparafusar. São usados, principalmente, em cirurgia ortopédica humana e veterinária, em traumatologia, em neurologia e em cirurgia otorrinolaringológica (ORL).

Motores cirúrgicos: ver produtos

  • Como escolher um motor cirúrgico?

    Há que ter em conta os aspetos que se seguem.

    • Aplicação prevista: o motor cirúrgico é usado sobretudo em microcirurgias, nomeadamente nas áreas de neurologia e de otorrinolaringologia, mas também em traumatologia e em cirurgias de ossos longos.
    • Ergonomia/peso: um motor cirúrgico compacto e leve é mais fácil de manipular e oferece maior conforto ao cirurgião, especialmente em cirurgias mais longas.
    • Formato: alguns motores cirúrgicos têm a forma de uma pistola e são usados maioritariamente em operações de ossos longos e em traumatologia. Outros têm a configuração de uma caneta, o que os torna mais adequados para microcirurgias e para operações de ossos pequenos.

     

    Existem fatores menos relevantes mas que, ainda assim, importa ter em conta.

    • Tipo de acionamento: existem motores cirúrgicos com acionamento pneumático, elétrico com fio e elétrico com bateria (ver secção mais abaixo sobre os tipos de acionamento).
    • Versatilidade: alguns motores cirúrgicos têm apenas uma função, mas outros permitem realizar diferentes operações, como serrar, fresar e perfurar. Para tal, basta trocar o instrumento cirúrgico na cabeça do aparelho.
    • Nível de ruído durante o funcionamento: alguns modelos são bastante ruidosos, podendo perturbar o trabalho do cirurgião. É, portanto, preferível optar por um modelo silencioso.
    • Duplo sentido de rotação: em alguns modelos, basta premir um botão com um dedo para mudar o sentido de rotação da ferramenta de aparafusamento e perfuração.
  • Que características ter em conta consoante a aplicação prevista?

    Certas características dos motores cirúrgicos devem ser escolhidas em função da aplicação a que estes se destinam.

    • Potência: é essencial dispor de um motor cirúrgico de potência elevada para aplicações como traumatologia ou, ainda, cirurgia veterinária, caso se trabalhe com animais de grande porte. A maioria dos modelos mais recentes oferece uma melhor relação peso/potência. Se, pelo contrário, pretender comprar um motor para microcirurgia, a potência não será o critério mais importante.
    • Autonomia dos dispositivos a bateria: para cirurgias de maior duração, convém optar por um modelo cuja bateria permita uma utilização prolongada. Evidentemente, há que ter o cuidado de a carregar a 100% antes da operação. De notar que as baterias de iões de lítio estéreis ou assépticas tornam o motor cirúrgico mais pesado, ainda que os últimos modelos a surgir no mercado já sejam mais leves.
    • Acessórios disponíveis/adaptabilidade: para ortopedia e traumatologia, há vários acessórios que se podem adaptar aos motores cirúrgicos, como por exemplo brocas de perfuração com diferentes diâmetros. Além disso, existem modelos compatíveis com diversos tipos de pontas, tais como fresas, aparafusadoras ou serras oscilantes para esternotomia. Tal significa que se pode trocar de instrumento em função da operação a realizar.
  • Quais os diferentes tipos de acionamento?

    Motores cirúrgicos da marca Stryker

    Os motores cirúrgicos também podem ser classificados segundo o seu modo de acionamento.

    • Motor cirúrgico pneumático: o uso de aparelhos a ar comprimido apresenta diversas vantagens, nomeadamente um sistema centralizado de alimentação, a ausência de risco de eletrocussão e maior vida útil. Contudo, é necessário ter um sistema de ar comprimido na sala de cirurgia e estar disposto a trabalhar com um dispositivo ligado por um cabo.
    • Motor cirúrgico elétrico (com fio): em geral, o preço destes equipamentos é um pouco mais baixo, mas apresentam uma vida útil ligeiramente inferior à dos motores pneumáticos e, tal como estes, têm cabo de alimentação.
    • Motor cirúrgico elétrico com bateria: os motores a bateria são muito práticos pois, não tendo cabo de ligação, proporcionam maior liberdade de movimentos ao profissional. Contudo, são geralmente mais pesados, o que pode representar um inconveniente em cirurgias muito delicadas, nomeadamente do foro neurológico, ou em procedimentos mais demorados. Naturalmente, é importante não esquecer de carregar o dispositivo antes de cada intervenção e dispor sempre de uma bateria suplementar.
  • Que funcionalidades podem ter os motores cirúrgicos?

    Motor cirúrgico a bateria da Aesculap

    Na maioria dos motores cirúrgicos, é possível trocar a ponta, ou instrumento, em função da operação a realizar. Destacamos, em seguida, os três principais tipos de instrumentos que se podem acoplar a estes motores.

    • Perfurador /Aparafusadora: podem ser inseridas brocas e pontas de aparafusamento de diferentes diâmetros, tal como num berbequim. Certos modelos têm um botão para inverter o sentido de rotação da ferramenta, o que permite aparafusar e desaparafusar com toda a facilidade. Também há aparelhos com diferentes velocidades de perfuração, utilizados sobretudo em traumatologia e em cirurgia ortopédica, quer humana quer veterinária.
    • Serra: serve principalmente para esternotomias, colocação de próteses e osteotomias. Nestes casos, são necessários motores cirúrgicos de elevada potência.
    • Fresadora: permite fresar o canal intramedular de ossos longos, a cadeira ossicular em cirurgias do ouvido médio, etc.
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