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Que centrífuga escolher?

As centrífugas são aparelhos que separam misturas de substâncias com densidades diferentes. Na área médica, são usadas principalmente em laboratórios na preparação de amostras para análise, por exemplo, para separar o plasma do sangue. As centrífugas são constituídas por um rotor, o elemento rotativo onde são colocadas as amostras.

No mercado encontram-se vários tipos de centrífugas, concebidos para diferentes aplicações.

Centrífugas: ver produtos

  • Quais os diferentes tipos de centrífugas?

    Distinguem-se essencialmente quatro tipos:

    • Centrífugas standard: são aparelhos geralmente versáteis que podem ser usados para análise de urina, de fezes, etc. Têm uma velocidade de rotação entre 5 000 e 15 000 rpm.

     

    •  Microcentrífugas: bastante compactas, são geralmente utilizadas para amostras pequenas, por exemplo em tubos capilares. Servem principalmente para a análise de sangue. Têm uma velocidade de rotação superior a 10 000 rpm.

     

    • Ultracentrífugas: trata-se de centrífugas de alta velocidade. Em geral, são usadas para realizar análises muito específicas em laboratórios clínicos especializados ou no campo da investigação. A sua velocidade de rotação situa-se entre 50 000 e 100 000 rpm.

     

    • Centrífugas manuais: funcionam  graças a uma manivela acionada manualmente. A sua velocidade de rotação não ultrapassa as 3 000 rpm.
  • Quais as funções e áreas de utilização das centrífugas?

    As centrífugas são utilizadas em diversas áreas da medicina e as suas funções variam consoante os usos para que foram concebidas.

     

    • Em biologia molecular, são usadas centrífugas para extração de ADN, entre outras. Neste caso, poderá ser necessária uma centrífuga refrigerada. As centrífugas refrigeradas conseguem manter uma temperatura constante mesmo quando funcionam à velocidade máxima, permitindo assim processar amostras que não podem sofrer alterações de temperatura. A maioria dos modelos apresenta uma faixa de temperatura entre -20 e -40 graus Celsius, ideal para análises de ADN e de RNA, por exemplo.

     

     

    • Em parasitologia, as centrífugas servem para realizar testes de concentração de parasitas.

     

    • Em toxicologia, em farmacologia e em diversas outras áreas da medicina, são também usadas centrífugas para fins específicos.
  • Que rotor escolher?

    Existem vários tipos de rotores, sendo os mais comuns os rotores de ângulo fixo e os basculantes.

    • Rotores de ângulo fixo, ou angulares: são constituídos por blocos de metal com cavidades, nas quais se inserem os tubos com as amostras. Estas cavidades apresentam uma inclinação de 15 a 35 graus em relação ao plano horizontal, consoante os modelos. Em geral, estes rotores são relativamente compactos; com um raio menor, atingem mais facilmente velocidades de rotação elevadas. As partículas da amostra sedimentam-se na parede do tubo, principalmente na parte inferior deste. A maioria das centrífugas de média e alta velocidade possui este tipo de rotor.

     

    • Rotores basculantes (swing-out): neste tipo de rotor, o ângulo de inclinação do tubo muda durante a centrifugação. Os suportes encontram-se na vertical quando o aparelho está parado e, uma vez em funcionamento, atingem a posição horizontal com o aumento da rotação. Deste modo, as partículas sedimentam-se diretamente no fundo do tubo. A principal desvantagem deste tipo de rotor é não conseguir atingir velocidades muito elevadas, pois os suportes na posição horizontal aumentam bastante o raio do rotor, sendo-lhe mais difícil alcançar altas velocidades de rotação. São sobretudo utilizados em laboratórios de investigação que não necessitem de processar grandes quantidades de amostras.

     

    Para escolher o rotor mais adequado às suas necessidades, tenha em conta os seguintes fatores:

    • A sua capacidade, ou seja, o número de amostras que é possível introduzir em simultâneo no rotor;
    • A sua velocidade, que depende do tipo de rotor, sendo que os rotores de ângulo fixo alcançam velocidades mais elevadas do que os basculantes (ver parágrafos anteriores);
    • O tipo de amostras a centrifugar.

     

    Se pretender adquirir uma centrífuga para aplicações diversas, convém escolher um modelo a que possa adaptar diferentes tipos de rotores. Neste caso, certifique-se de que o aparelho oferece um mecanismo que permita trocar facilmente de rotor. Alguns modelos possuem um sistema de identificação automática do rotor.

  • Que configuração escolher?

    O espaço disponível, no laboratório em geral e na bancada em particular, será o critério mais importante a considerar na escolha da configuração da centrífuga. Poderá, assim, optar por uma centrífuga a instalar na bancada ou no chão.

    • Centrífugas de bancada (compactas ou não): são aparelhos de pequenas dimensões, ideais para serem instalados numa bancada de laboratório. Robustas, resistentes e de capacidade relativamente elevada, podem atingir velocidades de 5 000 a 6 000 rpm. Praticamente todos os laboratórios de biologia clínica estão equipados com uma centrífuga deste tipo. Alguns modelos podem ser refrigerados, permitindo assim centrifugar substâncias frágeis, como certos fatores de coagulação.

     

    • Centrífugas de maiores dimensões instaladas no chão: se se pretender otimizar a organização e o espaço nas bancadas do laboratório, a centrífuga de chão é uma boa opção. Estas centrífugas têm capacidade para processar um elevado número de tubos e volumes significativos de amostras. Atingem altas velocidades de rotação, geralmente na ordem das 30 000 rpm, e são quase todas refrigeradas. A desvantagem é o seu peso elevado, que deve ser tido em conta para a instalação.

     

    De notar que as centrífugas refrigeradas ou ventiladas ocupam mais espaço do que as convencionais.

  • Que opções podem oferecer as centrífugas?

    Certos modelos de centrífugas incluem características que oferecem vantagens em termos de ergonomia do equipamento e de segurança do utilizador e das amostras, nomeadamente:

    • Sistema de refrigeração e/ou de aquecimento;
    • Bloqueio da tampa da centrífuga;
    • Alimentação a bateria;
    • Baixo nível de ruído de funcionamento ou invólucro com isolamento sonoro;
    • Temporizador para programar a duração da centrifugação;
    • Tacómetro para medir a velocidade de rotação;
    • Visor digital;
    • Regulação da velocidade de rotação (aceleração e travagem);
    • Deteção automática de eventuais desequilíbrios do rotor;
    • Acessórios autoclaváveis.
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