Sistema de tomografia ou sistema de ressonância magnética?

A tomografia e a ressonância magnética são técnicas de imagem médica que permitem a reconstrução tridimensional de um objeto a partir de uma sequência de cortes transversais do mesmo. Os sistemas de tomografia computorizada (TC) e os sistemas de ressonância magnética (RM) são, hoje em dia, amplamente utilizados no diagnóstico médico.

Sistemas de TC e sistemas de RM: ver produtos

  • Sistema de RM ou sistema de TC?

    Os sistemas de ressonância magnética (RM) e os sistemas de tomografia computorizada (TC) são os dois tipos de equipamentos mais utilizados para visualizar uma estrutura anatómica em 3D. Resumimos, em seguida, as características de cada um.

    • Sistemas de ressonância magnética (RM): são sistemas de imagem médica, também conhecidos como sistemas de ressonância magnética nuclear (RMN). Podemos distinguir duas técnicas de exame:
      • Ressonância magnética anatómica: esta técnica consiste em expor a um campo magnético os átomos de hidrogénio existentes no corpo humano, principalmente na água e na gordura contidas nos tecidos. Este tipo de RM é, portanto, particularmente adequada para a observação de órgãos e tecidos moles, como a medula espinal, o cérebro, os músculos, os tendões, o fígado, os rins, o baço, etc.
      • Ressonância magnética funcional (RMf): esta técnica permite avaliar a atividade cerebral com base nas alterações no fluxo e na oxigenação do sangue. É bastante utilizada em casos de acidente vascular cerebral (AVC) ou ainda, em neurologia, no diagnóstico da esclerose múltipla ou da doença de Alzheimer, por exemplo.
    • Sistemas de tomografia computorizada (TC): são também chamados “sistemas de TAC” (tomografia axial computorizada) ou, no Brasil, “sistemas de tomografia computadorizada”. Utilizam um equipamento especial de raios X para gerar imagens de cortes transversais (fatias) de tecidos e órgãos do corpo. A sequência de imagens é, depois, processada por computador, para se obter a reconstrução tridimensional da estrutura anatómica em estudo. As imagens tomográficas são, geralmente, mais detalhadas do que as radiografias convencionais em 2D.
  • Quais os principais sistemas híbridos de ressonância magnética?

    Sistema de ressonância magnética da GE Healthcare

    Sistema de ressonância magnética da GE Healthcare

    O sistema de RM convencional é constituído por bobinas supercondutoras, que geram um forte campo magnético (arrefecidas por azoto líquido), por antenas de RF, que captam as ondas de radiofrequência, e por um sistema informático de reconstrução de imagem.

    Os principais sistemas híbridos com ressonância magnética são os sistemas PET/RM e SPECT/RM. Resumimos, em seguida, as suas características.

    • Sistema PET/RM: como o nome indica, combina a ressonância magnética convencional e a tomografia por emissão de positrões (PET) num único aparelho e num só exame. A tomografia por emissão de positrões é uma técnica que permite mapear a atividade metabólica de um órgão em 3D, detetando as radiações geradas pelos positrões que são emitidos por um radiofármaco previamente injetado no paciente. Baseia-se no princípio da cintigrafia, que consiste em injetar um marcador radioativo, cujo comportamento e propriedades biológicas são conhecidos, a fim de se obter uma imagem do funcionamento de um órgão.
    • Sistema SPECT/RM: reúne a ressonância magnética convencional e a tomografia computorizada por emissão de fotão único (SPECT). Esta tecnologia híbrida é utilizada em certas aplicações pré-clínicas, nomeadamente em neurologia ou para obtenção de imagens de tumores. A tomografia computorizada por emissão de fotão único (SPECT) é uma técnica de imagem nuclear que combina a tomografia computorizada com radioisótopos emissores de raios gama.
  • Quais os principais sistemas híbridos de tomografia computorizada?

    Sistema de PET/TC da Siemens Healthineers

    Sistema de PET/TC da Siemens Healthineers

    O tomógrafo, ou sistema de tomografia computorizada, é um equipamento de raios X composto por um tubo de raios X e por detetores dispostos num suporte circular. Estes detetores medem a diferença de intensidade do feixe de raios X antes e depois de este atravessar a parte do corpo em estudo. Durante o exame, o tubo que emite os raios X e os detetores giram continuamente em torno do corpo do paciente, ao mesmo tempo que a mesa de exame avança. A atenuação do feixe de raios X é medida em diferentes ângulos de rotação. Estes dados são então transmitidos a um computador, que reconstrói as imagens atribuindo escalas de cinzento, em função da quantidade de radiação absorvida pelas diferentes estruturas.

    Os principais sistemas híbridos com tomografia computorizada são os sistemas de PET/TC e de SPECT/TC. Resumimos, em seguida, as características de cada um.

    • Sistema de PET/TC: trata‑se de um aparelho híbrido que faz a junção das imagens anatómicas da tomografia computorizada com as imagens funcionais obtidas através do módulo PET. Esta combinação de imagens torna possível localizar uma lesão ou uma anomalia funcional com uma precisão ainda maior. Como tal, pode permitir otimizar um protocolo de radioterapia, por exemplo, evitar cirurgias desnecessárias, tornar uma cirurgia mais eficaz ou reduzir a necessidade de procedimentos invasivos, como as biópsias.
    • Sistema de SPECT/TC: esta associação realiza o alinhamento preciso e a integração total do sistema de tomografia computorizada e da tomografia por emissão de fotão único. Com este sistema, é possível obter imagens com uma resolução geralmente ainda mais elevada, a fim de identificar e acompanhar a evolução de uma doença ao longo do tempo (por exemplo, certos cancros).
  • Quais as vantagens e desvantagens da ressonância magnética?

    Sistema aberto de ressonância magnética da Hitachi Medical Systems

    Sistema aberto de RM da Hitachi Medical Systems

    Os sistemas de ressonância magnética apresentam diversas vantagens e desvantagens em relação aos sistemas de tomografia computorizada.

    • Vantagens dos sistemas de RM:
      • Definição / Qualidade de imagem: a RM produz imagens mais nítidas do que a tomografia. Obtém-se, nomeadamente, imagens de melhor qualidade dos órgãos e dos tecidos moles, que permitem visualizar com maior detalhe ligamentos rasgados, hérnias discais, etc.
    • Desvantagens dos sistemas de RM:
      • Custo: o custo mais elevado do equipamento e da sua manutenção reflete‑se, naturalmente, no preço do exame de RM.
      • Exames longos: os exames de ressonância magnética demoram muito mais (por vezes, mais de uma hora) do que as tomografias computorizadas (cerca de dez minutos, em média).
      • Nível de ruído: as máquinas de RM são bastante ruidosas durante a aquisição de imagens. Para reduzir o incómodo dos pacientes, são‑lhes normalmente fornecidos tampões para os ouvidos ou auscultadores, que abafam o ruído.
      • Claustrofobia: durante o exame de ressonância magnética, que pode ser demorado, os pacientes estão deitados numa mesa dentro de um túnel, o que poderá provocar ansiedade e sensação de claustrofobia em certas pessoas. Há, no entanto, alguns aparelhos de RM abertos.
      • Artefactos de movimento: o exame de ressonância magnética assenta na precisão. Qualquer movimento do paciente pode, portanto, criar artefactos de movimento e resultar em imagens desfocadas. A fim de evitar estas situações, o paciente deverá controlar a respiração, de acordo com as instruções que lhe são dadas ao longo do exame.
  • Quais as vantagens e desvantagens dos sistemas de tomografia computorizada?

    Sistema de tomografia computorizada de grande diâmetro da Philips

    Sistema de TC de grande diâmetro da Philips

    Referimos, em seguida, as principais vantagens e desvantagens dos sistemas de tomografia computorizada em relação aos de ressonância magnética.

    • Vantagens dos sistemas de TC:
      • Conforto: os sistemas de tomografia computorizada são muito mais silenciosos do que os de RM, não sendo necessária proteção auditiva durante o procedimento. Além disso, têm uma configuração mais aberta do que os sistemas de RM e podem ser mais adequados a pacientes com excesso de peso.
      • Rapidez: este exame permite obter os resultados muito mais rapidamente do que a ressonância magnética. Logo, é a escolha mais frequente dos médicos quando precisam de fazer um diagnóstico urgente.
    • Desvantagens dos sistemas de TC:
      • Dose de radiação: a principal desvantagem deste exame é a radiação absorvida pelo paciente, inexistente na ressonância magnética. A quantidade de radiação absorvida com uma TC é cerca de mil vezes superior à de uma radiografia convencional.
  • Que ter em atenção antes de um exame de RM?

    Há uma série de fatores que podem condicionar ou mesmo impossibilitar a realização de uma ressonância magnética, especialmente quando se trata de um exame da coluna vertebral ou de corpo inteiro. A RM pode, por exemplo, ser incompatível com o uso de um dispositivo cardíaco implantável ou de um implante metálico. Estas são algumas das principais contraindicações da RM:

    • Dispositivo cardíaco implantável: de um modo geral, o exame de ressonância magnética é desaconselhado a portadores de pacemaker (marca‑passo), de cardiodesfibrilador ou de outro dispositivo cardíaco implantável.
    • Fragmentos e implantes metálicos: os pacientes com fragmentos metálicos no corpo ou com um implante de metal (parafusos pediculares, placas de compressão óssea ou clips de aneurisma) não podem ser submetidos a um exame de ressonância magnética. O campo magnético emitido durante o exame pode deslocar o objeto metálico.
    • Claustrofobia: as pessoas que sofram de claustrofobia grave não são aconselhadas a fazer uma ressonância magnética, pois poderão não suportar as condições do exame. Existem, contudo, sistemas de RM abertos, menos suscetíveis de causar ansiedade. A solução também poderá passar pela sedação do paciente.
    • Tatuagens: os pacientes com grandes tatuagens de cores escuras não devem ser submetidos a uma ressonância magnética, uma vez que a tinta das tatuagens pode conter metais, que são sensíveis aos fortes campos eletromagnéticos da RM.
  • Que ter em atenção antes de um exame de TC?

    Destacamos duas situações em que a tomografia computorizada é altamente desaconselhada ou mesmo impossível:

    • Gravidez: o exame de TC é contraindicado em mulheres grávidas, em particular durante o primeiro trimestre de gravidez. A exposição do feto à radiação poderá causar problemas graves de desenvolvimento.
    • Exposição anterior a grandes doses de radiação: a quantidade de radiação que é absorvida durante uma tomografia computarizada representa um perigo potencial para pacientes que já tenham realizado um grande número de exames com radiação ao longo da vida.
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